Há notáveis no Parlamento Brasileiro?
Não existe nada mais oportuno na atual conjuntura que
o apedrejamento do Congresso Nacional, em “especial” a Câmara dos Deputados,
como forma de demonstrar a nossa revolta e indignação por tudo de nefasto e
desrespeitoso à classe política tem feito com o povo brasileiro. São pessoas
sem escrúpulos que para explicar sua medíocre atuação, fazem questão de dizer:
“O poder emana do povo e em seu nome será exercido”. Cafajestes travestidos de
povo. Uma verdadeira ofensa!
Desmoralizar
uma nação requer um espetáculo público em grande escala, e o Congresso é hoje,
algo como um depósito de tudo que de mais imprestável e nocivo pode se agrupa
por m². Vai de partidos políticos, a pessoas, ideias e intenções. Há políticos,
que faz da delinquência e arrogância, uma forma personalíssima de bandeira e
vitórias.
O
envelhecimento mental, intelectual, o flagelo da ética e da moralidade na
maioria dos políticos, a intenção pessoal de poder e riqueza na vida pública, é
o que desmoraliza nossos cívicos votos. A certeza conjuntural de igualdade em
situações semelhantes, lhes encoraja, por transformar-se em justiceiro
conivente nas sombras do voto secreto, para absolvê-los dos crimes praticados. Comportamento
honrado a ser comemorado.
São
honoráveis delinquentes da honra e da ética, traidores da pátria sem um pouco
de prelazia, muitos já envelheceram na liturgia do cargo, e tempo de mandato,
não é indicação de fidalguia parlamentar. São profissionais na defesa, na
exaltação e privilégios das classes ricas e poderosas. Servilismo que está na
mesma linha antidemocrática dedicada a ditaduras fascistas ou sindicatos
Comunistas. Ditador, não é só governar conforme vontade pessoal. Pode ser
outorgado por doutrina insana de um partido ou grupo voltado para o mesmo fim.
E se entregam a esse papel subalterno, pobres coitados!
Nosso país
está mórbido, doença sazonal, temporariamente incurável, o “PT” um tipo de “carcinoma” criado no laboratório dos
sindicatos e desenvolvido no planalto, o “PMDB”
um tipo “esquizofrênico” que fere suas vítimas e quer fazer sexo com elas ainda
agonizante. São peritos em esbulhos e parcimoniosos com corrupção mercantilizam
ações usurpadora com os vários séquitos para aplicar suas vontades, planos e
projetos de poder.
“Quando os
militares tomaram o poder, com a ideia de moralizar o país, acabando com a corrupção
e a subversão, os males que tinham consumido o Brasil. Os corruptos, esses que não
pretendiam virar alvos dos militares, foram os primeiros a se compor ao novo
governo, era o espírito de sobrevivência que falou mais alto. (e sobrevivem até
hoje) Assim a lista de prioridades purgatória diminuiu, o medo gera servilismo,
sobraram para os subversivos.”¹
Congresso está
hoje cheio de artistas, muitos protagonistas sendo alguns mocinhos, mas o
grande elenco de vilões. Temos as honrosas exceções de sempre, mas que estão
cada vez mais raras e menos relevantes politicamente. É o conjunto da obra.
A luta do povo pela ética é inglória para
maioria dos políticos. E quanto mais lamentável for à situação do nosso país,
tanto mais temos o dever de não perder a fé no seu destino e lutar para sua
mudança, estamos cansados de mercadores de ilusão, de picadeiro em circos
fantasiosos. Ao assumir o governo em 2003, se disse iniciar aí, a “nova etapa da nova república”, e o que
deparamos, com de um homem orgulhoso, deslumbrado, arrogante e medíocre,
finalmente um milionário. Os “Silvas” milionários do Brasil aprenderam o
caminho da riqueza com o falecido João Alves.
Onde estão os ditos éticos do parlamento? Nunca tiveram a coragem
de formar um bloco para “resistir
soberanamente” a toda essa vilania, mesmo que fossem pequenos e perdedores.
Daí causa-nos desesperanças, a submissão, a covardia imensurável de
parlamentares que acovardaram (peculiar qualidade) na seção de cassação de Donadon,
parlamentar devidamente processado e condenado pelo STF condenado a 13 anos de
cadeia, que surpreendentemente votou em seu próprio julgamento de cassação na
Câmara dos Deputados sua casa protetora.
Certa ocasião, o
notável Cidadão Ulysses Guimarães disse: “...
temos ódio à ditadura! Ódio e nojo...” Hoje, o povo brasileiro em homenagem
ao homem público, que honrou o parlamento de sua pátria, dignificando a figura do
parlamentar, ético, honesto, respeitado por todos, até pelos inimigos, quando
certa vez falou aos soldados que tanto odiava, “Soldados de minha pátria, respeitem o líder da oposição do Brasil..”
Dessa forma, nós, “Povo Brasileiro”
com muita dor e vergonha também dizemos: “Temos
vergonha do nosso Parlamento! Vergonha e nojo”. Nojo dos parlamentares em
maioria, das decisões, ações, atos, conchavos, perfídias das ordinárias, de
autoridades estoica, e toda sorte de confraria.
E como dizem em
Portugal, e vem muito bem a calhar, que em momentos recorrentes da história nacional,
nossos jornais publicam diariamente notícias que deixam o povo revoltados,
porém, sempre inertes. Mas o povo brasileiro já deu essa resposta. Transformou-se
em certa noite numa “substância composta”, e o resultado dessa solução ainda é
imprevisível. Se não existir paz e equilíbrio social, quanto à saúde, educação e
segurança à vida, o Estado estará impossibilitado de cumprir sua função e
estará caracterizado pela deterioração de seus pilares sustentadores.
A corrupção é o
elemento básico fundamental para sobrevivência sócio familiar, previdenciário
e salutar de nossos parlamentares e
governantes, porém é a grande responsável pela perda de uma juventude inteira. E perder uma juventude inteira, não é como perder
uma safra de trigo, que compra no país vizinho para repor o mercado.
Nosso país sofre
pela falta de um “Grande Líder”,
independente e dinâmico, com personalidade, que haja com tato, diplomacia e
paciência, evitando ser visto como um egoísta autoritário, que saiba enfrentar
obstáculos, tomar conta de situação expondo e aceitando ideias ou ações, não se
deixar afetar pela oposição, respeitando-a, mas sem submissão e benefícios
mútuos. Ser bom ouvinte, e atingir objetivos com originalidade, enfim ser um verdadeiro
“Uirapuru”.
Não pensamos ser
utopia encontrar um grande Líder para nossa redenção, O saudoso deputado Carlos
Lacerda em algum momento da história do parlamento disse: “... Nós somos forças
desprezadas. Nós somos os que constroem com sacrifício e com risco as vitórias
definitivas, as únicas que o polifemo não conhecerá. Nós somos ninguém porque
somos o povo brasileiro...”.
Quando digo um apedrejamento, não me
refiro a moral porque eles não às possuem, também não é pessoal porque devemos
ignorá-los em breve, nem a Instituição parlamento, porque ela por si só, está
em decomposição. Mas o apedrejamento ao vento. O apedrejamento que o povo deve iniciar
ao tomar a responsabilidade de assumirem a condição de “Guardiões da ética e defensores da pátria”. É o que o Brasil
espera de cada um de nós, vamos mudar esse país então!
Essa é minha opinião, que como “digital”, cada
um tem a sua o que não impede de um copo ser manuseado por ambas as mãos, a
minha e a sua.
¹(Livro Ministério do Silêncio pág., 121 de
Lucas Figueiredo)
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