Ao assumir o governo em 2003,
Lula declarou estar iniciando a “Nova
etapa da Nova República” – Disse: ”... porque qualquer outro Presidente da
República pode ser eleito e não fazer
nada que o povo já está acostumado, mas nós, não temos esse direito, porque
tem gente que carrega a nossa bandeira há 10, 20, 30 anos”.
Essa foi à afirmativa, de um
Presidente eleito com o voto da “Esperança” de que haveria mudanças em tudo que
o Brasil vinha testemunhando, e soou como um alento ao povo brasileiro. Mas nunca
poderia supor haver ali, o homem, a esperança, o poder e mediocridade que
sabemos hoje, ser possuidor.
Lula, o “Filho do Brasil”, um homem simples
(sic), nordestino, metalúrgico, chegou
ao Poder. Quando se imaginava, que iria levar consigo seus pares de lutas, de trabalho,
e de tantas outras escaramuças, eis que; opta, por abrir as portas do seu governo
para aqueles “perdedores” remanescente
da “Luta armada”, os quais nossas Forças Armadas lutaram em defesa desta nação,
para que ela não fosse transformada em uma “Nova Cuba” no continente sul
americano. E no poder, especialistas em matéria e na arte de dissimular, nunca
diziam exatamente o que pretendiam de fato. Então passaram a por em prática,
tudo aquilo que idealizaram como planos de governo e que as Forças Armadas brasileiras
impediram, e que agora toda nação rejeita e protesta.
“O General Walter Pires, ex-ministro
do Exército, declarou em certa ocasião que: ”Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da
adversidade, cumpriram o duro dever de se opor aos agitadores e terroristas de
armas na mão, para que a nação não fosse
levada à anarquia.” - Foi “profético”
o general.
Que
história terá um país, onde o culto à personalidade, arrogância, orgulho
pessoal, corrupção, delapidação do patrimônio público, cultural, moral e ético
terá para as gerações futuras? Que país é esse em que os membros do Congresso
Nacional trocaram de identidades, e por prazer pessoal se tornaram “delinquentes da honra e da ética”,
traidores da pátria, alguns desejosos de entronizar em nossa “bandeira” a
palavra “AMOR”, onde historicamente
se ostenta a frase: “Ordem e Progresso”.
Ainda bem que não postaram “estrelas
vermelhas” na Bandeira Nacional, como audaciosamente fizeram no jardim do “Palácio do Planalto”. A vilania subjugando
a cidadania brasileira e lançando no lamaçal.
Quantos ouvidos o homem
deve ter, para poder ouvir as pessoas chorarem? Quantas mortes serão
necessárias até ele saber que pessoas demais morreram. A frase: “Le Brésil
n`est pas un pays seriex”- “O Brasil não é um país sério”, popularmente
atribuído ao presidente francês Charles de Gaulle, há algumas décadas, ainda
nos incomoda e envergonha e nada mais atual como agora. A mídia internacional
“galhofa” dos brasileiros, quando dizem que a Presidente “Dilma” a segunda mulher mais “poderosa”
do mundo. Que eles saibam; não queremos presidenta poderosa, o que queremos; é
um país sério, ético e culto, desenvolvido, livre dos grilhões sociais impostos
por produção, a milhões de brasileiros, um país sem utopia midiática
diversionista onde se vende com truques “Hollywoodianos”,prosperidade do país e
do povo, escamoteando as vicissitudes do dia a dia da nação, como: falta de
infraestrutura, saúde, educação, saneamento básico, transporte, segurança, como
se tudo isso existisse as fartas que autorizasse realizar eventos “Internacionais”, construíndo de
estádios de futebol faraônicos padrão “FIFA”,
enquanto nos hospitais morrem diariamente os pobres por eles produzidos para
angariar votos. Que país é esse que muda suas leis se adequando a vontade de instituições
estranhas ao país, permitindo que seu
povo, sua cultura e sua memória sejam jogados no lixo da história?
Droga! - que saibam as
autoridades, se não existir paz e equilíbrio social, saúde, segurança, educação
e à vida, o Estado estará impossibilitado de cumprir sua função política e
estará caracterizado pela deterioração de seus pilares sustentadores. Mas o
envelhecimento mental e intelectual de nossos representantes, o flagelo da
ética e da moralidade da maioria dos políticos, e a intenção pessoal de poder e
riqueza na vida pública, é que desmoraliza e desvaloriza os votos recebidos.
Um país que o Congresso e o
Executivo são refém um do outro e às vezes “Unidos” em interesses próprios, o povo
já detectou a “Fadiga do material”, e o pior, é que a nossa “Constituição” está sendo manuseada por
mãos sujas e mentes doentias, de pessoas que dizem em flagrante cinismo ser fiel
à “Carta maior”, só podemos entender se tratar de pessoas ordinárias que formam
o “Conjunto da obra” do nosso
Congresso Nacional.
Congresso esse que hora ou
outra um Senador da República cantarola como forma de “achincalhe”, uma canção
de “Bob Dylan” – “Blowin´ in the Wind”,
que pergunta: “Quantas vezes as balas de canhão
devem voar antes de serem banidas para sempre?”.
Nosso Congresso é hoje salvo
algumas exceções, algo como um depósito de tudo que de mais imprestável e
nocivo pode se agrupar, vai de partidos políticos, que sob a soberania do PT e
PMDB, que de tão iguais, só se distingue um do outro por suas cores e que para
assegurar sua liderança sobre os demais, formaram o “4º Poder da República”, a pessoas, ideias e intenções, e a seus egos.
Chamo esse comportamento de “Mascara da
felicidade ideológica”, todos juntos e infiéis e unidos pela falta de
ética, valores morais de conduta humana que se transformaram em estrume
desnudo, depravação e decadência.
Reconhecendo que a luta
do povo pela ética é inglória e insignificante por enquanto, o presidente do
senado em plena efervescência das ruas autoriza a “União” contratar do BID
empréstimo até U$ 18 bilhões para combater a corrupção na gestão pública. Seus
pares fazem uso indiscriminado de “jatinhos”
da Força Aérea Brasileira, viajando com amigos e familiares, um “Oba! Oba!” geral, os séquitos do
governo vendem ou alugam suas consciências, e dizem colaborar para o
crescimento do Brasil.
Os reservas moral, os éticos,
os honestos, os homens de bem, juntos; nunca formaram um grupo de resistência contra
todas essas mazelas, mesmo que pequeno e perdedores. Pedro Simon disse: “Os bons já morreram”, e tudo fica como
está. Deputados “condenados” assumem
Comissões importantes no corroído Congresso, presidido por outros nada
“sérios”. Enfim, um Congresso matula.
Desmoralizar uma “nação”
requer um espetáculo público em grande escala, ministros pagando festas em
motel com dinheiro público, gastos com cartões corporativos sem informações por
ser de “segurança nacional” e por aí
vai. “Tornou-se quase banal a noticia de indiciamento de autoridades dos
diversos escalões não só por um crime, mas por vários, incluindo o de formação
de quadrilha. A rotina de desfaçatez e indignidade parece não ter limites,
levando os já conformados cidadãos brasileiros a uma apatia cada vez mais
surpreendente, como se tudo fosse muito natural” disse um Ministro do STF.
O grande deputado Otávio Mangabeira no discurso de sua
despedida da Câmara dos Deputados em 1958 registrou as dificuldades vividas
pelo povo, manifestara então, esperanças no futuro do Brasil. “Quanto mais lamentável for à situação do
país, tanto mais estaremos no dever de não perder a fé no seu destino”, suas
palavras após 55 anos estão atualizadas.
Carlos Lacerda em peça de defesa na Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara, em 1957, pronunciou: “...
Nós somos forças desprezadas. Nós somos os que constroem com sacrifício e com
risco as vitórias definitivas, as únicas que o polifeno não conhecerá. Nós
somos ninguém porque somos o povo brasileiro...”.
Como dizem em Portugal, e vem muito bem a
calhar, que em momentos recorrentes da história nacional, nossos jornais
publicam diariamente notícias que deixam o povo revoltado, porém, inertes.
Mas o povo
em respostas desfraldou “Bandeira”, coletiva/individual, invisível aos olhos
das autoridades, pôs pra fora toda indignação e revolta, foram para as ruas com
o firme propósito de cobrar de uma só vez, tudo que lhes é devido. Desde
práticas espúrias, falta de ética, corrupção, perfídias, decoro moralidade,
respeito, cumprimento de pena de condenados pela justiça, e tudo que estão
devendo a sociedade. A “Nação se transformou em uma substância composta”, o
escárnio da classe política, transformou-se em medo e respeito. Surpresa que
até a própria nação foi pega, fez demagogos ocuparem Tribunas das Casas Legislativas,
para acusações mutuas, transferindo responsabilidades pelo caos. Alguns
“abutres” ainda estão à espera de bons ventos, seus comissionados coloridos
empunhando suas bandeiras, foram defenestrados, expulsos e seus apetrechos
ideológicos descartados. Irados, forças destruidoras os levaram a depredações
ilimitadas com propósitos de desfigurar e desacreditar o sentimento de uma
“nação” inteira, que ligada umbilicalmente pelo mesmo desejo de transformações
sérias e verdadeiras, para sucumbir os atuais atores dessa governança ardilosa
e seus parceiros nefastos.
Quanto aos
Portugueses, que aprendam. Não se duvida de uma nação, que por ser ordeira
pacífica e gentil, não é, e nunca foi inerte. Quanto às notícias na mídia
internacional, que saibam que o Brasil cresce mais, à medida que sua imprensa
cresce em liberdade, a liberdade que permite a livre comunicação entre seus
pátrios, sem ingerência alheia e bisbilhotagem de nossas ações. Venha pra rua
você também, o Brasil está encontrando seu rumo. Em 2014 termina a aventura
vermelha da “Nova etapa da Nova República”.
Avisem! Ao “Lula” se o encontrarem, ele precisa saber.
Por: Gilberto Figueredo