As ofensas impostas à nação.
No Brasil diariamente a população é violentamente surpreendida
e moralmente agredida por pensamentos, decisões, ações e conchavos políticos. São
perfídias, quase que perfeitas de políticos ordinários, que compõem o nosso parlamento.
São autoridades estoicas, que pertencem a alcateia dominante deste país, são grupos
e subgrupos de toda sorte e nefastos confrades engabeladores da nação.
O senador Pedro Simon em entrevista a revista de circulação
nacional, disse: “Os bons já morreram”.
De forma contundente, o senador referia-se às personalidades consideradas
“Reserva moral” do parlamento do brasileiro, os quais tivera um feliz convívio
salutar. Entre eles; Tancredo Neves, Mario Covas, Ulisses Guimarães, Jeferson
Perez, Darcy Ribeiro, Teotônio Vilela, Afonso Arinos e outros que de forma
honrada enobreceram de forma plural e definitiva a memória de seu tempo.
O ícone Afonso Arinos,
em pronunciamento no senado da república: “Senhores constituintes de hoje, senhores
congressistas de amanhã, nosso dever, é fazer política, e fazer política é
praticar a liberdade. É honrar nosso mandato e a memória de nosso tempo”.
Arinos de Mello Franco, guardião da república, viveu
honradamente, seus pensamentos e atitudes, sempre em defesa dos desvalidos, o
qual representou com nobreza e orgulho, honrou e respeitou o Brasil e o
parlamento.
A péssima qualidade cultural, ética e moral dos vários candidatos das
últimas legislaturas, e os já existentes no cenário político, levou a
degradação, a podridão, o despudor da classe.
Para perpetuação na vida pública é lançado toda sorte de trapaça, e na
maioria das vezes, por serem fundadores dos partidos pelo qual se lançam, não são
submetido a uma prévia escolha, assim é para seus substitutos eventuais ou
programados.
Essa corja de sanguessugas é na verdade, os que promovem grandes escândalos
que tanto envergonham a sociedade e o país.
“O jornalista Elio Gaspari, em matéria do dia 20 de janeiro foi muito
feliz ao analisar “A nova elite do congresso do PMDB e do PT”, e dizer que:” Os
Senadores e Deputados devem refletir sobre a seleção que vem sendo escalada para
dirigir o Congresso e ocupar cargos relevantes no plenário. “A cúpula do
parlamento tem algo como 20 posições de destaque, que refletem a essência da
liderança das duas casas”. “Sempre houve casos esparsos, e graves, em que foram
escolhidos parlamentares com mais prontuário que biografia”. Lembramos de
Severino “fura poço” Cavalcante.
Gaspari lembra que jamais se chegou ao que se está armando agora.
Para Presidência do Senado, o favorito, Renan Calheiro (PMDB-AL). Foi
denunciado ao STF pelo Procurador Geral da República Roberto Gurgel, pelas redes
de relações perigosas na qual a empreiteira Mendes Júnior pagava as despesas da
namorada com que tivera uma filha. Na ocasião Renan mentiu alegando que pagava
as despesas com vendas de gados de sua fazenda. Apresentou vergonhosamente
notas fiscais falsas.
Para a presidência da câmara, já ocupada por Ulisses Guimarães,
político possuidor de conduta moral e ética, homem republicano, orgulho dos
brasileiros e do próprio PMDB, o favorito é o deputado Henrique Alves, também
do PMDB-RN. Mantinha uma assessoria (paga pela viúva) o sócio da empresa
recebeu 6 milhões em verbas federais direcionadas para obras em 20 municípios aliados
do deputado no do Rio grande do norte. Assim, começamos a vislumbrar o futuro
“Tenebroso” que nos reserva essas eleições no Congresso Nacional. Os escândalos
políticos, crimes, corrupções gerais e irrestritas em vários níveis, assim como
várias outras técnicas de delapidação moral, ética, cívica e histórica, de
certa forma começaram a tomar vulto a partir da “demonização” iniciada em 2003, que representaria “uma
nova etapa na democracia brasileira”, daí, pondo ponto final a uma redemocratização
“chula”, que produziu os piores movimentos sociais e acelerou todo tipo de
escória política existente no parlamento, que envergonha a todos os brasileiros.
Nessa proclamada nova etapa da sonhada democracia (sic) brasileira, também
chegou ao poder, elementos perdedores da luta armada, que queriam implantar uma
“Ditadura Comunista” no Brasil. Liderado por militantes com orientação política
de esquerda, com objetivo político de implantar a ditadura do proletariado no
nosso continente, que foi detida graças aos heroicos esforços das Forças
Armadas.
Metem quando dizem que aqueles que pegaram em armas contra o regime militar
lutavam pela democracia. Comunista, é especialista em dialética e na arte de
dissimular, nunca dizem exatamente o que são e o que pretendem. Tivemos o
exemplo prático que culminou com tanta corrupção. Com o poder nas mãos o que
fizeram, construíram um ardiloso plano de governo para se perpetuarem no poder,
e o resultado dessa nova “Luta”? Corrupção, lavagem de dinheiro, formação de
quadrilha. Nas palavras esclarecedoras a nação o ministro Celso de Mello em
seu voto: “... são eles corruptos e
corruptores, os profanadores da república, os subversivos da ordem
institucional...”. A ministra Carmem Lúcia afirmou: “... corrupção
significa que alguém foi furtado de alguma coisa, mas significa que uma
sociedade inteira foi furtada: pela escola que não chega, pelo posto de saúde
que não se tem...” No pretendido projeto de governo, as figuras dos ex-guerrilheiros
José Dirceu e José Genoíno, nunca desistiram de conspirar contra a nação. O Gen. Ex Walter Pires declarou certa
ocasião que: “Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da
adversidade, cumpriram o duro dever de se por a agitadores e terroristas de
armas na mão, para que a nação não fosse levada à anarquia”.
Hoje, segundo palavras do ministro do STF, considerados “Subversivos
da ordem institucional”, lutam pela desmoralização das Forças
Armadas com a imposição da “Comissão da Verdade”. As táticas são as mesmas os
personagens e seus séquitos tentam de todas as táticas para desmoralizar o
Supremo Tribunal Federal, por tê-los, condenados pelas práticas nada
republicanas na intensa busca do projeto de poder. Genoíno, acusado em processo
no STF, por provocação e na tentativa sublime de desmoralizar as Forças Armadas,
a convite do governo e por estar desempregado, aceitou assessoria no Ministério
da Defesa, onde representa até hoje, tudo de negativo a sua história de homem
público e militante da luta armada, não sendo digno de ter pertencido aos
quadros do Ministério o que corresponde ofensa aos brios de soldado. Condenado
pelo STF resolveu mais uma vez tentar desmoralizar o STF, assumindo vaga na
câmara dos deputados, alegando respeito aos eleitores. Como se o dia que irá
para prisão é apenas um devaneio da nação.
Entre os acusados no processo do mensalão, João Paulo Cunha teve o
disparate de assumir a presidência da comissão de constituição e justiça da
câmara, foi preciso o STF pregar à testa do deputado o carimbo de corrupto para
o PT se dar conta da inadequação de ter como candidato a prefeito um réu em
processo criminal.
O grande deputado Otávio
Mangabeira no discurso de sua despedida da Câmara dos Deputados em 1958,
registou as dificuldades vividas pelo povo, manifestou então, esperanças no
futuro do Brasil. “Quanto mais lamentável for à situação do país, tanto mais estaremos no
dever de não perder a fé no seu destino”. Essas palavras registradas nos anais da câmara pelo ilustre
parlamentar, nos trás certo conforto e enorme incentivo para mudar o quadro deplorável
existente. Se persistir a falta de moral, honra, ética, o equilíbrio social, a educação,
saúde e segurança, o Estado está propenso pela deterioração de seus pilares
sustentadores. A sociedade precisa se mobilizar, só há saída com a mobilização
do povo. Carlos Lacerda em peça de
defesa na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, 1957 tentando se
defender por ter lido telegrama secreto da Embaixada do Brasil em Buenos Aires,
sobre operação com madeiras da qual teriam resultado, supostamente, recurso
para a campanha de Getúlio Vargas à eleição de 1950, pronunciou: “... Nós somos forças desprezadas. Nós
somos os que constroem com sacrifício e com risco as vitórias definitivas, as
únicas que o polifemo não conhecerá. Nós somos ninguém porque somos o povo
brasileiro...”.
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